Samsung aumenta aposta na Índia e abre maior loja de smartphones no mundo

Espaço tem aproximadamente 3 mil metros quadrados; investimento não foi divulgado

A Samsung Electronics abriu na Índia, nesta terça-feira (11), sua maior loja de aparelhos móveis no mundo, dentro da estratégia de assumir a liderança no segundo maior mercado mundial de smartphones, onde a concorrência de marcas chinesas é acirrada.

A loja, de aproximadamente 3 mil metros quadrados, está localizada no centro tecnológico ao sul de Bengaluru. O prédio abrigou o Opera House, palco para espetáculos teatrais e musicais durante o período de colonização britânica, mas sofreu uma ampla reforma nos últimos dois anos.

Na restauração, o projeto manteve a fachada e as linhas da arquitetura interna originais, mas os espaços da área interior foram adequados para abrigar os produtos da nova tecnologia.

A estratégia da Samsung é fazer da unidade um ponto de apoio para a ampliar a liderança na Índia em relação à rival Apple. A empresa americana ainda não abriu lojas próprias no país e tem perdido terreno para as companhias asiáticas do setor.

A Índia, que possui mais de 1 bilhão de conexões sem fio, apresenta uma oportunidade lucrativa para fabricantes de smartphones expandirem as operações além de China e Estados Unidos, onde o crescimento desacelerou.

A Samsung abriu a maior fábrica de smartphones do mundo há apenas dois meses nos arredores da capital indiana, Nova Délhi.

Segundo Mohandeep Singh, vice-presidente sênior de negócios móveis na Samsung India, a companhia planeja abrir mais dessas lojas em algumas das dez maiores cidades indianas.

“A Índia é um mercado extremamente importante. Essas lojas realmente nos ajudarão a consolidar ainda mais nossa participação de mercado, conforme avançamos”, disse Singh.

Além de celulares, a loja também apresentará outros produtos eletrônicos e vai sediar um centro de serviços de novas tecnologias. Tem áreas para televisores, eletrodomésticos e de realidade virtual.

A Samsung desembolsou uma “enorme” quantia de dinheiro para alugar a propriedade, disse Singh, sem entrar em detalhes.

A companhia administra 2.100 lojas na Índia por meio de franqueados parceiros e enfrenta a concorrência de uma série de marcas chinesas lideradas pela Xiaomi Corp.

A empresa quer evoluir em marketing online, lançando itens voltados para a geração de millennials, em um esforço para se reinventar como uma “marca mais jovem” e encontrando um novo amor ao fechar acordo de patrocínio do críquete, um dos esportes mais populares da Índia.

A Samsung também pretende desenvolver um centro como ponto de encontro de startups e grupos de venture capital, acrescentou Singh.

A Apple vende seus aparelhos móveis na Índia por meio de revendedores e tem uma escassa participação de mercado de 1% no país.

Imagem: Reprodução
Fonte: Folha de São Paulo