Pop-up store: modelo de lojas temporárias atrai empresários

Lojas estão ganhando espaço entre os empreendedores que querem testar o mercado e adquirir experiência antes de abrir a unidade fixa

Cada vez mais empreendedores buscam alternativas que agregam criatividade, praticidade e baixo custo para montar seus negócios. E uma nova tendência no mercado que vem ganhando espaço é o modelo de negócio pop-up store, que consiste em lojas temporárias, com data para abrir e fechar, com custo menor e o objetivo de gerar um retorno significativo num prazo mais curto para que o empreendedor alcance a experiência necessária para ter uma loja própria no futuro.

Segundo a pesquisa Total Retail, realizada pela consultoria PwC, 72% dos consumidores entrevistados querem um ambiente convidativo, o que é possível ser encontrado nas pop-ups, e 37% desses empreendedores planejam investir na abertura de uma loja física.

De acordo com a especialista em marketing e professora de Empreendedorismo da Unibra, Raissa Nascimento, esse mercado trabalha com três elementos fundamentais para ser realizado, e faz com que o público fique mais próximo dos empreendedores. “O mercado pop-up trabalha com a exclusividade, novidade e temporalidade. Para pessoas inovadoras e criativas, é opção ideal, por ser um laboratório onde é possível aplicar novas ideias”, disse.

Raissa destacou também que os empreendedores precisam ter a noção sobre o produto em que estão investindo e aproveitar as datas tradicionais do comércio. “As pessoas hoje não têm tempo de errar. Se for pensar no modelo de pop-up e na loja tradicional, ele investe na primeira para dar certo. O empreendedor precisa testar o produto, sentir o mercado e ter mais segurança. A pop-up pode aproveitar as datas sazonais”, contou.

O principal benefício de acordo com a especialista, está na divulgação que esse modelo de negócio traz, com a possibilidade de vender o produto e posteriormente expandir a marca em outros espaços. A localização da loja também é importante, pois o negócio necessita de visibilidade.

No Recife, vários negócios do tipo já estão sendo testados. Um exemplo é a Casa Viva, localizada no Shopping RioMar e uma das pioneiras nesse modelo de negócio na cidade. Segundo Vivian Lima, proprietária, foi preciso investir no ramo para ter noção do retorno. “Era um modelo que se encaixava em uma modalidade para quem queria ter menos riscos e foi preciso investir não só financeiramente, mas em tempo. E isso deu a possibilidade de investir sem tanto risco. Colaboramos com as marcas daqui e de outras cidades do Brasil. A experiência se revelou uma opção de negócio que tem tudo para crescer, onde cada um tem o seu universo, explorando o seu público”, contou.

Pensando também nesse novo modelo de negócio, o Tacaruna Social, projeto do Shopping Tacaruna, abriu uma loja pop-up no empreendimento para que as artesãs que moram nas redondezas comercializem os seus produtos. Segundo a coordenadora do projeto, Sylvia Vasconcelos, essa ação acontece desde 2009, onde os produtos começaram a ter uma melhor qualidade, com o objetivo de ajudar as famílias carentes.

“Não selecionamos a pessoa que já trabalha com isso, procuramos uma que precise de ajuda para trabalhar, contribuindo com o desenvolvimento social e promovendo geração de trabalho e renda. O espaço funciona até o começo do mês de janeiro. Para este ano, estamos otimistas. Esperamos ampliação de 20% na movimentação”, afirmou.

Imagem: Reprodução
Fonte: Folha PE