Óticas, a disputa de mercado entre gigantes

Você se lembra daquelas óticas do passado onde seu pai ou sua mãe encomendaram seus primeiros óculos? Geralmente eram lojas pequenas com decoração simples e alguns modelos de óculos para escolher nos balcões. Tinha sempre um dono que também fazia o papel do ótico. O tempo passou, e, provavelmente, esta lojinha já não existe mais. Nos últimos 20 anos, este mercado passou por grandes transformações e virou negócio de gente grande. Gigantes internacionais e nacionais disputam um mercado que fatura R$ 21,5 bilhões por ano. Mas o crescimento é impressionante. De 2006 para 2018, o aumento foi de 173% no faturamento do segmento. Veja quem é quem neste mercado:

A gigante mundial, a italiana Luxottica, comprou, em 2017, por 110 milhões de euros, as Óticas Carol, que contava na época com aproximadamente 990 pontos de vendas (hoje tem 1100). O grupo italiano opera, ainda, a rede de lojas Sunglass Hut e Oakley no Brasil. É hoje o maior conglomerado ótico no Brasil.

A segunda maior rede de óticas do Brasil é a Óticas Diniz, empresa 100% nacional fundada em São Luiz do Maranhão e que, desde então, conta com mais de 1.000 filiais e franquias por todo o Brasil. É um fenômeno brasileiro, pois muito de sua expansão foi orgânica, com poucas aquisições. Tem forte presença no norte e nordeste do país.

Outro fenômeno brasileiro, a Chilli Beans é a maior vendedora de óculos de sol na América Latina. A empresa teve faturamento de R$ 650 milhões em 2018. Agora pretende abocanhar uma fatia do mercado de óculos por prescrição. No mês passado, inaugurou sua primeira ótica, em São Paulo. Com a novidade, a empresa quer aumentar sua participação de mercado investindo nas armações para óculos de grau, que tem mercado três vezes maior que o de óculos de sol no Brasil. Planeja receita anual de R$ 250 milhões nos próximos cinco anos.

Outra gigante, o grupo holandês GrandVision, líder mundial no varejo ótico, com mais de 7.000 lojas distribuídas em 44 países da Europa, Ásia e América Latina adquiriu a tradicional rede Fotoptica em 2009 e desde então vem crescendo com lojas franqueadas e rede própria. Já tem cerca de 100 lojas e está em franca expansão.

Correndo por fora a tradicional fabricante de lentes, a alemã Zeiss está em pleno curso de um ambicioso plano de expansão de suas lojas-conceito no Brasil. Desde 2016 tem aberto as lojas Zeiss Vision Center por aqui, o projeto de varejo da Carl Zeiss Vision, com o objetivo de proporcionar a completa experiência de marca ao consumidor, aumentando a base de fãs da marca. Já são 25 lojas abertas e pretendem abrir mais de 100 lojas nos próximos meses.

O projeto, de caráter mundial, chama-se “Zeiss Experience” (do inglês, “Experiência Zeiss”), teve início em 2008 e conta hoje com 100 pontos de venda espalhados pelo mundo – todos eles, foram abertos em parceria com lojistas parceiros e experientes na venda de produtos premium.

A briga pelo mercado promete muito nos próximos anos que está se consolidando em grandes redes em detrimento das pequenas lojas de bairros. Como se vê cada vez mais um mercado de gigantes.

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Fon te: Mercado&Consumo