Enfim, o brasileiro se rendeu aos gelatos italianos!

Brasileiro não toma sorvete no inverno. Esta afirmação sempre foi uma realidade por aqui. Pesadelo de todas as sorveterias que vendem muito no verão, mas minguam durante o inverno, a falta de hábito em consumir sorvetes por aqui nos dias frios sempre caracterizou o produto como sazonal.

Nos últimos dez anos, porém, o consumo de sorvete no país teve um aumento de 80%. Em 2017 foram consumidos no Brasil mais de 1 bilhão de litros de sorvete, numa média de 4,86 litros por pessoa. Embora os números já sejam expressivos, o setor tem potencial para crescer ainda mais, já que vivemos num país com altas temperaturas praticamente o ano inteiro.

Mas uma rede de sorvetes tem se destacado por conseguir decisivamente popularizar os gelatos por aqui – a Bacio di Latte, que reina vendendo sorvetes à moda italiana, durante o ano inteiro. Basta passar na frente de qualquer loja da rede, mesmo nos dias frios, e verificar que sempre tem gente consumindo as delícias da marca.

Os números deles são impressionantes. Nascida em São Paulo no ano de 2011, a Bacio di Latte, depois de se consolidar em terras paulistanas, se espalhou pelo país e já soma mais de 120 pontos de vendas próprios e mais dois nos EUA – e segue abrindo uma média de 15 sorveterias por ano.

Uma das fórmulas do seu sucesso é que a grife apostou em trunfos que a acompanham desde o início: frescor, cremosidade marcante e boas matérias-primas, como chocolates belga e francês, pistache italiano e doce de leite uruguaio.

Outro diferencial é que os sorvetes da Bacio são preparados diariamente na própria loja, o que garante o frescor do produto. Das unidades espalhadas pelo país, 95% preparam o sorvete in loco. Mas não é só da qualidade do sorvete que é feita a magia da Bacio di Latte.

O conceito das lojas foi criado com foco na experiência do consumidor. Com isso, o produto deixa de ser só um gelato e passa a ser um momento que você passa com seu amigo, sua avó, seu filho, seu neto. A intenção da marca é ser uma alternativa de programa.

“Se o produto deixa de ser o gelato e passa a ser a experiência, uma alternativa de passeio, o custo não é tão alto. É mais barato que um cinema, por exemplo,”, afirma o fundador Edoardo Tonolli, italiano de Milão que encontrou no Brasil uma chance de empreender, depois de uma viagem de negócios onde descobriu a oportunidade de explorar melhor este mercado.

Resultado: a marca pretende fechar 2019 com um faturamento de 220 milhões de reais, um crescimento invejável de 20% em relação a 2018, quando faturou 180 milhões de reais. Isso em plena crise.

Os gelatos fazem tanto sucesso por aqui que surgiram diversas casas semelhantes, criadas na esteira do sucesso da marca. A segunda maior rede, a Cuor di Crema, já possui 30 lojas, na sua maioria, franquias. As lojas da rede têm como diferencial deixar à mostra o maquinário italiano Cattabriga, responsável por bater lentamente os ingredientes a fim de garantir a textura cremosa dos sorvetes. Já prontos, eles são armazenados em recipientes de inox, protegidos da luz e do calor.

Recentemente, uma legítima e reconhecida gelateria “made in Italy” abriu suas portas por aqui. A Albero dei Gelati trabalha com matéria-prima de excelência e é uma referência no assunto na Itália, tendo inclusive os três cones máximos do guia Gambero Rosso 2019 e uma indicação do movimento SlowFood.

Em Milão, tem três unidades. A casa paulistana é a segunda filial que a Albero dei Gelati ganha fora da Itália. A primeira está em Nova York, no bairro do Brooklyn. Em São Paulo, a sorveteria começou a funcionar em Pinheiros.

Como vimos, existem vários incentivos para deliciar gelatos italianos durante o ano inteiro e não apenas nos dias de calor escaldante. Abaixo a sazonalidade, tomar sorvetes é um hábito para o ano todo!

* Imagem reprodução

*Fonte: Mercado&Consumo