Biscoitê aposta em produção biscoitos com estilo de presente

Biscoitos com um passado, com tradição, com história. Biscoitos que vêm em embalagens refinadas e que se transformam em presentes ou “lembrancinhas”. Com essa proposta, a antiga Biscoiteria Dauper, criada em 2013 em Canela (RS) para oferecer biscoitos finos e cookies, teve a marca repaginada e virou a Biscoitê, uma rede de biscoitos feitos com ingredientes sem aditivos e que planeja crescer sob o modelo de franquias.

De 2016, quando começou o “retrofit”, até o momento, a Biscoitê investiu cerca de R$ 7 milhões em lojas, máquinas, embalagens, rotulagem, softwares de inteligência artificial para monitorar o caminho do cliente dentro da loja, e, em especial, no treinamento de seus funcionários. Eles aprenderam a “encantar” o comprador explicando-lhe a origem de um palmier, por exemplo, ou de um stroopwafel.

Com lojas nos shoppings Villa Lobos, Vila Olímpia e Morumbi, em São Paulo, e a mais nova, no Iguatemi de Campinas, a meta é fechar o ano com seis pontos de venda, segundo Raul Mattos, CEO e fundador da empresa. O público alvo é A e B, mas a área corporativa também cresce, com produção customizada para empresas como Montblanc, DHL ou Mercado Livre. O objetivo para daqui a cinco anos, segundo Mattos, é atingir 200 lojas.

“Nossa ideia era vender presentes, não biscoitos”, conta Carol De Nadai, sócia-proprietária. Não queríamos ser uma cafeteria. Por isso, investimos na construção calculada da marca e em nossos ‘encantadores'” – como são chamados os vendedores.

A loja de Campinas é a primeira experiência de franquia, e a previsão para 2019 é chegar a 20 ou 25 lojas. Os modelos possíveis para franqueados são carrinhos, com investimento inicial de R$ 70 a 90 mil; quiosques, R$ 90 a 120 mil; e lojas, R$ 300 a 450 mil. “O retorno sobre o investimento é estimado em 18 a 24 meses, mas nossas primeiras lojas em São Paulo se pagaram em menos de 12 meses”, afirma Mattos.

Uma loja da Biscoitê fatura em média R$ 1,5 milhão por ano, segundo ele. Os produtos são inspirados em biscoitos produzidos em países como França, Itália, Alemanha e Portugal, com longa tradição nesse ramo.

Marcas renomadas no exterior também serviram de estímulo, como Levain Bakery, de Nova York, a francesa La Cure Gourmande, ou a belga BbyB. “Mapeamos 500 tipos de biscoitos no mundo todo e fomos desenvolvendo nossas próprias receitas”, diz Carolina.

Imagem: Reprodução
Fonte: Valor Econômico