Amazon abrirá três mil lojas físicas até 2021, afirma Bloomberg

Segundo relatório, unidades da Amazon Go devem concorrer com as redes do Subway e 7-Eleven; empresa não confirma informações

A Amazon projeta inaugurar mais de três mil unidades da Amazon Go até o fim de 2021, informou um relatório da Bloomberg. A gigante do varejo online deve abrir mais 50 pontos fixos até o fim de 2019 como experiência antes da expansão.

As unidades da rede se diferenciam das lojas tradicionais por não contarem com atendentes. O próprio cliente é responsável pelo pagamento do produto através de um aplicativo de smartphone.

A companhia de Jeff Bezos inaugurou a primeira loja fixa em Seattle, nos Estados Unidos – sede da empresa -, em 2016. Desde então já foram abertas mais duas na cidade e uma em Nova York. Mais 10 pontos devem ser inaugurados até o fim deste ano.

As informações não foram confirmadas oficialmente. Para chegar a três mil lojas, a rede deverá inaugurar até 20 unidades por semana a partir do início de 2019. Para especialistas, o número parece irreal devido o alto custo. Em cada uma das unidades já existentes foram investidos US$ 1 milhão em sistemas operacionais.

Foco incerto
Apesar das incertezas, o texto ressalta as estratégias de investimento do CEO da empresa, mesmo que elas pareçam incorretas. “A Amazon Web Services, a empresa de computação em nuvem não é lucrativa há anos e Bezos continua com ela. A Amazon também perde dinheiro regularmente, expandindo-se internacionalmente”, diz.

Segundo o relatório, ainda não está claro qual o foco de mercado das novas unidades. Elas podem ser voltadas ao comércio de lanches e refeições rápidas, ou focarem em uma linha semelhante das mercearias tradicionais. A abertura das novas unidades seria uma forma da empresa competir diretamente com as cadeias de sanduíche Subway e a rede de mercados 7-Eleven, diz o texto.

“A Amazon tem como alvo áreas urbanas densas com muitos moradores jovens, ocupados e abastados dispostos a gastar um pouco mais do que uma experiência típica de comida rápida para alimentos de melhor qualidade”, afirma a Bloomberg.

Imagem: Reprodução
Fonte: isto é Dinheiro