Alphabeto quer dobrar de tamanho até 2020

Com 56 lojas operando, meta da rede de vestuário infantil é alcançar ao menos 120 unidades nos próximos 2 anos

Parte de um dos poucos ramos do varejo têxtil que se mostra resiliente na crise, a varejista de moda infantil Alphabeto quer mais que dobrar o número de lojas até 2020. Com produção própria e capilaridade nacional, a empresa quer uma fatia de um mercado que fatura R$ 40 bilhões por ano.

“Isso demonstra que investir nesse nicho é extremamente assertivo. O mercado de moda infantil sofreu menos os impactos da crise do que o mercado de moda em geral, parte disso pela alta demanda das crianças por mais roupas, já que estão em constante crescimento e perdem muito mais itens do que um adulto”, conta o diretor comercial da Alphabeto, Eduardo Barbosa.

Com 56 franquias em operação, o plano é chegar a 120 unidades em dois anos. “Estamos presente em boa parte do território nacional, mas ainda temos muito espaço para crescer e disseminar a essência da nossa marca.”

Para o executivo, o fato da empresa produzir cerca de 95% dos produtos que vende garante, além da exclusividade da peça, um maior controle de gastos e preços.

Mercado em alta

Segundo estimativas da Abravest e Iemi, o ramo de moda infantil deve crescer 6,6% neste ano, alta que se apoia no avanço de 3,7% no volume de peças comercializadas no País.

Para a especialista em varejo têxtil Dulce Graça, enquanto a venda de vestuário e calçados continua defasada em função da crise econômica, o mesmo não se aplica no varejo infantil. “Ainda que as pessoas tenham que cortar orçamento, o fato de a criança crescer rápido estimula o consumo. O hábito de presentear os pequenos com roupas também ajuda.”

Quem também aproveita esse mercado promissor é a Calçados Bibi. Com uma operação que engloba tanto a fabricação das peças quanto a venda ao consumidor final, o presidente da rede, Marlin Kohlrausch, conta que as metas são animadoras. “Vamos continuar investindo em inovação, que é uma premissa básica na empresa. Já a expectativa de crescimento para 2018 na rede de franquias é de 25%, e na indústria de 10% a 12%”, diz.

Em 2017, quando a recessão incidia com mais força nos negócios do varejo, a empresa obteve crescimento de 12% na rede de franquias, com abertura de 18 novas unidades, além do início da expansão internacional, com abertura de duas lojas em Lima, capital do Peru.

“Este ano pretendemos abrir 25 lojas. Nosso foco será o Sudeste, mas também temos planos de aprofundar ainda mais a expansão no mercado internacional”, diz ele, ressaltando o papel importante do exterior nos negócios “esperamos aumentar mais 20% as exportações neste ano”, finaliza.

Imagem: Reprodução
Fonte: DCI